Lembro-me da primeira vez que um livro me fez chorar:
“Zezinho, o dono da porquinha preta”, da Série Vaga-lume. Foi uma leitura
exigida pela minha professora de Língua Portuguesa, na 5ª ou 6ª série, não me
recordo ao certo... Só sei que leríamos a obra para fazer uma avaliação mais
tarde, com perguntas a respeito de suas características e enredo. Muitos
colegas - já na época - coletaram resumos da internet, mas eu quis desvendar o
que havia naquelas páginas amareladas que estavam diante de mim...
Foi mágico. A cada página, a cada capítulo, eu me envolvia
mais e mais com aquela história e me imaginava nela, observando de perto tudo o
que Zezinho passava, como se eu estivesse lá, pessoalmente. Via Zezinho rindo,
cuidando de “Maninha” - sua porquinha - chorando, sofrendo... Até que, depois
de tanto sofrimento, a atitude do pai de Zezinho em finalmente abraçar o filho
e demonstrar amor por ele fez com que lágrimas começassem a brotar em meus
olhos, involuntariamente... O livro havia me tocado... aquele inocente livro
havia me tocado... Era uma sensação diferente, única, “muito melhor que
televisão”... na TV as cenas estavam prontas, na obra não... eu poderia
imaginar o lugar do jeito que eu bem entendesse, as personagens do jeito que eu
quisesse... Foi como flecha de Cupido acertando o reino sombrio de Hades. Não
pude ficar inerte. Apaixonei-me, rendi-me, entreguei-me. Desde aquele momento,
não parei, até hoje, de ler. Leio tudo... adoro ler... e não serei eu se não o
fizer...
Por: Diane B. Moreira - eu mesma.